

BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher
A vida como ela é...
Para quem não sabe, essa que vos fala veio lá do interior... E como é muito comum nas regiões interioranas do Brasil, todo ano, toda cidade, faz uma das famosas festas de rodeio, com direito a roupa country, duplas sertanejas e maçãs do amor.
Quando você é criança essas festas são divertidas pelos brinquedos graaandes - que mais tarde vai descobrir que são muito comuns em parques que você não sabia que existiam, como o Playcenter - e ai você se pergunta: como eu não morri andando naqueles negócios? Segurança é luxo nesses parques alternativos que viajam pelo interior com brinquedos de 1940...
Depois de sobreviver, a duras penas, minha atração preferida nessa festa era a torneira mágica. Gente, juro que ela era mágica. Era meio assim: a torneira não tinha cano atrás e ficava jorrando água! E eu, em meu pequeno e pouco desenvolvido cérebro, ficava atônita olhando aquela água jorrar da torneira enquanto, quase cética, passava a mãozinha atrás da torneira – onde supostamente deveria estar o cano – para ter certeza que um cano invisível não estava ali o tempo todo passando a água mais invisível ainda.
Foi muito tempo aguardando o único dia do ano no qual minha mãe me levaria a tarde no parque para depois poder ver a torneira mágica.
Até que um ano qualquer, minha curiosidade me matou... (lembra? A curiosidade matou a gata?? Ham... ham... pegou?). Cheguei bem perto da torneira e sua água jorrando e meti o dedão na água que caia. Pronto. Lá estava o cano transparente com a água que descia e subia por ali, pois mais água vinha do cano que estava no prato onde a água “caia”, embaixo da torneira, o tempo todo.
Meu mundo caiu...
Até hoje não me recuperei...